sábado, 13 de agosto de 2011

SER PAI

Ser pai não é apenas gerar um novo ser, num momento de êxtase e prase físico.
Se pai é compreender que aquela criaturinha foi chamada ao mundo por nós e que não lhe pedimos
permissão para isso.
Ser pai é virar diante de um bercinho, como se ali estivesse dormindo uma reedição do nosso próprio ser.
Ser pai é sofrer em noites insones diante de cabecinhas queimando de febre.
Se pai é voltar par a casa e sempre que possível trazer alguma coisa para alegrar os pequenos 
esperam por nós.
Ser pai é entender que o filho ou filha é um resultado daquilo que somos, do modo como nos
comportamos.
Ser pai é ter sempre os braços abertos para receber o filhos, quando eles assustados,
correm para nós.
Ser pai é jamais gritar com os frutos do nosso sangue e da nossa carne, quando eles cometem
um pequeno erro.
Ser pai é quase morrer de aleria quando pela primeira vez se ouve:" pa, pa,pa, papa".
Ser pai  é não bater no filho como se eles tivessem a obirgação de saber tudo ou de possuir
a nossa experiência de vida.
Ser pai é não encher os bolsos dos filhos de dinheiro para que "eles não passe o que passei"
Ser pai é ter coragem de admitir que às vezes  se erra no tratamento com os filhos e confessar
isso para eles.
Ser pai é procurar, pelo exemplo de vida, mostrar a eles que o caminho para uma existência de honradez e honestidade é tapizado de pedras pontiagudas, de cactos que nos ferm os pés, de muitas decepções e não menores amarguras.
Ser pai é ser heroi, é ser guerreiro, é ser filósofo, é ser médico, é ser palhaço, é ser artitsta, é ser humilde, é ser valente, é ser honrado. É ser, enfim, um homem na acepção da palavra 

ARLINDO PORTO

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