sábado, 8 de outubro de 2011

A PALETA

Um famoso pintor preparava o ateliê para a pintura de seu próximo quadro. Com cuidado, ele separava os materiais que precisaraia para produzir sua obra, não esquecendo o instrumento principal: a paleta de tintas.
Ao depositar sobre ela as tintas para o novo trabalho, as cores começaram a discutir entre si sobre qual seria a preferença do pintor.
- Viram como ele gosta do vermelho! - disse a exuberante cor. - Ele me colocou em maior quantidade na paleta.
- Não diga isso, exibida! Certamente ele pintará um lindo céu - falou, esperançoso, o azul.
- O que será de um céu sem um belíssimo sol para iluminar? - questionou o cintilante amarelo.
- Por que discutem assim? - interromeu a paleta - Nós serems usados segundo a inspiração do artista!
 Ma, ao começar a obra, o pintor pegou  o pincel e misturou lentamento cada uma das tintas, criando uma tonalidade de cor diferente, que tingiu a tela.
Horas mais tarde, quando o quadro foi terminado, a satisfação do pintor era imensa. Os elogios tornavam aquela obra mais especial do que todas que ele já havia pintado.
E a paleta, silenciosa, guardava consigo as manchas coloridas daquelas tintas que pensavam poder realizar alguma obra com apenas uma cor.


"Quem se isola busca interesses egoistas e se rebela com a sensatez" (Provérbio 18.1) 

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