domingo, 17 de julho de 2011
A SOMBRA DO CAVALO
Certa vez o comerciante de uma cidade do Oriente foi até o prefeito e fez um pedido.
-Peço encarecidamente não deixar mais ninguém abrir loja de tecidos na rua do meu comercio.
-Por que, meu amigo? Talvez o medo da concorrência? Você não sabe que a concorrência obriga a gente a melhorar o atendimento e a controlar os preços?
-Sim, senhor Prefeito. Mas eu torno a repetir o pedido.
Então o Prefeito, que não tinha papas na língua, perguntou-lhe:
-Por que o cavalo, quando vai beber água no riacho, primeiro bate com asspatas na água?
-Ora, porque ta impaciente de tanta sede.
-Não, meu amigo. É porque ele enxerga na água a sua própria imagem e imagina que é outro cavalo a querer água também. Por isso dá patadas a fim de espantar o suposto concorrente, agora escute o que acontece: acaba sujando a água para si mesmo. É egoista demais para pensar que a água não daria folgamente para os dois.
O negociante despediu-se e saiu sem dizer uma palavra.
Não devemos ser egoistas, o sol nasce para todos.
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